Nossos Semeadores voam, e cada vez mais alto.. no amor, no sentimento para com o próximo, na busca de um mundo melhor.
Aqui, você encontrará depoimentos de nossos amigos sobre suas experiências de vôo, o que buscaram e deixaram em cada projeto que participaram.
Voe você também, seja bem-vindo!
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Por: Noélia
Meu primeiro contato com a doutrina espírita foi através dos livros de Zíbia Gasparetto. A partir daí senti necessidade de me aprofundar na doutrina espírita e comecei a estudá-la.
Convivendo com a turma 68 e pesquisando em sites descobri que hoje no Brasil existem mais de 20 milhões de voluntários que formam um verdadeiro exército de alteridade. São pessoas que atuam em diferentes áreas sociais, levando solidariedade a outros seres humanos na forma de alimentos, aulas, treinamento profissional, cuidados médicos e remédios, esportes ou simplesmente na forma de atenção e carinho.
Desabafando com minha amiga Raquel que embora eu já tivesse experiência anterior como voluntária, me sentia apática em relação à turma. Raquel falou que no começo era assim mesmo que no momento certo, eu me identificaria com algum trabalho da casa e convidou-me para trabalhar no Grupo Mãos Estendidas na terceira escala do mês do qual ela faz parte. Eu aceitei na hora.
No mês de maio foi minha primeira experiência com moradores de rua.
No primeiro momento sentia receio, não sabia o que iria encontrar. Mas para a minha surpresa encontrei pessoas carinhosas, cultas e com muito amor para dar.
Por exemplo, um morador de rua aproximou-se de mim e falou: Vocês estão fazendo o correto. Trazendo a Boa Nova. Não adianta ficar nas igrejas decorando a Bíblia e não colocar em prática os ensinamentos de Jesus.
Naquele momento, algo começou a mudar dentro de mim. Senti-me como um balão inflável. Uma grande emoção tomou conta do meu ser. “Meus olhos lacrimejaram e com as lágrimas a certeza de que estava trilhando no caminho certo.”
Aos poucos estou interiorizando esse sentimento de Amor ao próximo. Sei que estou andando a passos lentos, mas já dei o primeiro passo.
21/09/2010
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Por: Luiz
Recentemente (junho/julho-2010), recebi convite do pessoal da empresa em que trabalho para escrever uma matéria sobre Responsabilidade Social pois, sabido por alguns, o trabalho que realizamos no Semeadores de Esperança, turma 68.
Fiquei muito feliz com a oportunidade! Mas como que eu, ainda de conceitos tão brutos que tenho, poderia escrever sobre um assunto tão delicado como este?
–Posso sim, tenho algo muito especial comigo, participo da Turma 68! A vivência que tenho em grupo, o carinho dos colegas e dirigentes, é o que me impulsiona a cada vez mais voar mais alto.
O resultado dessa matéria é algo incrível: inúmeras pessoas iniciaram um processo de reflexão muito forte sobre seus valores morais, sua responsabilidade com o mundo e as pessoas que os cercam. Quantos manisfestam enorme vontade de ajudar em algo, como também, sinceros votos e incentivos a nossa proposta! Sem dúvida, os Semeadores de Esperança semearam as melhores sementes em muitos corações!
Há aproximadamente dois anos, com um grupo de amigos, iniciamos visitas a abrigos de crianças e idosos carentes e, pessoalmente, muito venho aprendendo com estas pessoas.
Conheci uma realidade muito dura, que ainda não tinha visto de perto; –O que poderia ser feito para melhorar a vida destas pessoas? Faltava o alimento? Vestimenta? Instalações?
Perguntas que de imediato parecem de respostas óbvias, mas difíceis de colocá-las em prática. Sendo assim, optamos por fazer visitas periódicas a estas casas, de forma a encontrar respostas através da convivência, e as encontramos:
Certa vez, observando as crianças com as mais variadas deformidades corporais em recreação, uma delas, com tremenda dificuldade, aproximou-se de mim e puxou minha mão para sua cabeça, em gesto de fazê-lo um carinho; instantes depois, outro caminhando com muita dificuldade, me surpreendeu ao gesticular pedido de abraço; um terceiro que sem esperar uma reação objetiva perguntei: –tudo bem com você? “–sinto muito nervoso, queria morar com meu pai..” –Talvez ele não possa cuidar de você, trabalho, casa pequena.. “ –não tem problemas, iria morar com ele mesmo assim”.
Com idosos a experiência não foi diferente. Boas instalações prediais em um ambiente carregado de histórias onde, muitas vezes, o perdão não encontrou lugar em suas vidas, o orgulho falou mais alto em outros casos, e a solidão se faz companheira diária de todos. Pessoas que já foram bem sucedidas, que viajaram, cultas, tradições de família, em meio a tantas outras em que suas histórias prevalecem a miséria e desentendimentos diversos.
Embora o bom tratamento, quase todos não querem estar ali, desejo abertamente dito do querer ir embora mesmo sem ter para onde ir, pessoas se sentindo velhas no lugar de idosas, falta de esperança.
Nesses ambientes carregados dos mais diversos sentimentos percebemos que nossa melhor contribuição de doação era o amor, abstendo a qualquer julgamento. Dedicar uns instantes de atenção individual, conversação alegre e motivadora, causam bem-estar mesmo que momentâneo.
Mas, fazer isso de ‘cara limpa’ é muito difícil, precisa vir de alguém diferente para que se tenha credibilidade, e a linguagem do palhaço proporciona este recurso, aliado a figura do médico, comum no dia-a-dia destes internos.
Durante este período, nos juntamos a um grupo de amigos que já desenvolviam o trabalho voluntário no formato de palhaço-doutor; pessoas comuns que possuem seus afazeres diários e dedicam algumas horas semanais a este trabalho, como doação.
Estudamos com eles por alguns meses, técnicas teatrais e formação de personagem, e cada integrante aplica suas habilidades: músicas, encenações teatrais, mágicas, brincadeiras, e ouvidos a toda conversação conduzida ao auto-astral.
O tradicional nariz vermelho quebra toda barreira de comunicação com o interno. Com ele, desviamos qualquer conversação triste para o mundo alegre do palhaço.
O palhaço pode errar, quantas vezes quiser. Pode ser bobo, extravagante, e tudo mais que for oposto ao homem comum.
A falta de compromisso com o sério do palhaço desperta o interno para um sentimento doce, livre de suas amargas lembranças.
São os internos quem geralmente iniciam a brincadeira, mesmo que com um leve sorriso. O palhaço mantém o ritmo, envolvendo-o cada vez mais em seu mundo, transformando os adultos em crianças, e devolvendo a infância aos pequeninos.
O resultado disso é uma satisfação interior muito grande em cada um de nós. Sentir a aproximação confiante de uma criança onde todas as dificuldades se fazem presentes, o sorriso sincero daquele que instantes atrás não via esperança em sua vida, é o patrimônio que recebemos a cada visita concluída.
Que sejamos mais humanos e humildes com nossos semelhantes. Que o palhaço deixe de ser o termo pejorativo das injustiças dos homens e sua alegria transforme casas em lares, pessoas em famílias; que caminhe pelas ruas, empresas, hospitais, e contribua para a transformação de um mundo melhor.
Um abraço a todos,
Luiz
21/07/2010
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Por: José Carlos
Ref.: “Visita dos Doutores ao Lar das Mãezinhas – 23/05/10″
Quando ouvimos falar, não fazemos idéia do que significa quando dizem que a vestimenta de palhaço transforma a pessoa. E é verdade. Quando nos dispomos a levar um pouco de alegria e amor a nossos irmãos mais necessitados ou não, permitimos que os nossos sentimentos mais puros aflorem e o amor flua através da energia emanada pelo nosso coração, indo de encontro ao nosso irmão, sem nos sentirmos ridículos com as brincadeiras que fazemos ou com o visual que apresentamos, porque essa energia nos envolve por inteiro e só nos permite ver as expressões de satisfação estampadas nos rostinhos e o desejo de participar daquele momento.
Um forte abraço! Muita luz, paz, amor e harmonia a todos.
09/06/2010
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Por: Vera Lúcia
O QUE É ESPERANÇA?
Para responder esta pergunta vasculhei no fundo de minha memória interna lembranças dos momentos que compartilhei a experiência em alguns lugares onde vivenciei momentos de troca de Amor, Felicidade e Alegria.
Na Casa Betinho – um Lar de Excepcionais – Demonstravam sua Esperança no sorriso de alegria e felicidade que transbordava na gratidão pela minha visita, onde pude levar um pouquinho de atenção aquele que ali vivem.
No Abrigo – Lar de crianças e adolescentes afastados da convivência familiar demonstravam sua Esperança ao correr ao nosso encontro para nos recepcionar e com o grande entusiasmo que interagiam em todas as atividades que ali desenvolvíamos querendo aproveitar ao máximo nossa presença entre eles.
Em uma Comunidade Carente a Esperança estava presente ao levar por meio do Evangelho do Cristo um bálsamo de luz que amenizava as dores de corações sofredores.
No Lar das Mãezinhas a Esperança estava estampada no sorriso estava presente nos rostos daquelas senhoras que nos recebiam com uma alegria contida, madura e serena…
Esperança é Atitude de canalizar o Amor e o Respeito no aconchego de um abraço, de um aperto de mãos, numa palavra de conforto e do carinho expressado em pequenas ações de desprendimento.
Esperança pode ser vista em atitudes simples, nascidas do manancial disponível em nossos corações ao oferecemos a tempo hábil ao nosso Irmão uma oportunidade de reconciliação e de renovação.
Esperança é acreditar que todos possuem a capacidade de levar com alegria, e com sorriso no rosto o fortalecimento para enfrentar dores, o esclarecimento e a certeza que estamos amparados sempre, lançando no Espaço energias que renovam a todos nós – Seres criados para vivermos a plenitude do Amor.
Basta para isto Vontade e Fé.
Fé em Deus e no Cristo – nosso exemplo máximo de Amor e em nós, pois somos todos convidados para levarmos a Boa Nova onde quer que estejamos…
São Paulo, 26 de abril de 2010.
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